domingo, 26 de junho de 2011

E o vento levou

Tudo parecia calmo, tranquilo
Não uma tranquilidade da paz,
mas da indiferença.
Desencantos,
mágoas
resentimentos
Tudo encoberto por nuvens pesadas
desapontamento
frustação
desilusão

Escuridão inquietante
abismo
surpresa

panico
impotência
rejeição
aceitação

Silêncio
inexistência de palavras  vãs
Tudo foi dito
sem ruídos, sem abalos
cautelosamente, cuidadosamente

Atitude ponderada
preparada
articulada

O universo percebeu
testemunhou
interviu


E o vento levou...

Abro as janelas da minha vida

e deixo o sol entrar.
É tempo de LUZ!



(Adeilde Santana)

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