sábado, 26 de outubro de 2013

Carta para Guilherme - "apaixonar-se é um exercício de jardinagem"

 
No texto apaixone-se você diz que o "apaixonar-se é um exercício de jardinagem", ou seja, cuidado, paciência, devoção e determinação, que no final terá a recompensa da felicidade. Por essas e outras razões as pessoas não se apaixonam. Vivemos uma individualidade assombrosa. Não temos tempo nem de nos olhar, muito menos de olhar para o outro. A pressa nos leva a suerficialidade. Tudo é volátil, efêmero. Não se prepara o terreno, joga-se a semente e deixa a mercê das pragas. É inevitável a devastação. Não há mais jardim e sim descampado. Não há mais paixão, sentimento,  e  sim,  emoções fulgazes.
É certo que o apaixonar-se transforma a vida, faz de um dia chuvoso uma primavera, mas as pessoas estão distantes, não se permitem conhecer, criam muralhas invisíveis e adotam máscaras de proteção, ficando depois na solidão.
Virar a esquina e dar de cara com a nossa outra metade é  o que  buscamos,  mas que infelizmente nem sempre encontramos, enquanto não acontece vamos por ai, tentando.
Um grande abraço,


Adeilde

Carta para Guilherme - Amor aos 50 Anos



Caro Amigo,

Observando o "mercado" de solteiros depois dos 50, confesso que me surpreendi pela quantidade ofertada no mercado. Isso se deve a mudança social. No passado as pessoas acreditavam que o casamento era para sempre e assim seguiam juntas, mesmo sendo infelizes, ou ainda, se contentando com pouco. Hoje as pessoas não fazem mais isso. O divórcio, a separação não é algo tão pejorativo como no passado e assim as pessoas se separam mesmo depois de 15, 20, até 30 anos de união. E ai, dependendo da personalidade ou do quanto ou o que viveu na sua relação passada, vai interferir direto na sua vida de solteiro. Pelo que observo, os homens caem na gandaia, e voltam a adolescência, curtir sem compromisso, fazem isso até se dar conta que tudo isso é banal, vazio e no final da farra vem a verdadeira solidão, de quem não tem ao seu lado alguém nem que seja para reclamar. Outras se apaixonam por si mesmas e se satisfazem com sua própria companhia não querendo mais dividir com ninguém. 
Nessas idas e vindas, vamos passando pela vida um do outro em tempos diferentes. O que quer curtir encontra a mulher que quer uma companhia e vice-versa, daí o eterno desencontro. Encontrar a pessoa que esteja no mesmo tempo que o nosso, querendo as mesmas coisas é muito difícil. As pessoas não se mostram, não se envolvem, não se aprofundam. Vivemos no tempo da superficialidade e da futilidade. Tudo é descartável. Quanto mais aumenta a produção (de solteiros), mas difícil se torna encontrar alguém disposto a compartilhar uma vida.
Abraços e uma excelente semana.
Adeilde 


Meu Olhar




FOLHAS AO VENTO


Eu sou muito mais
do que pensas a meu respeito
Porque o que pensas
é a interpretação
do que permiti que pensasse
Não são as minhas atitudes
que afastam
Mas as suas
que não buscam aproximação
Quero exercer o poder de errar
de tentar,
de consertar se assim for
e se não for
de viver com isso
com leveza
tranquilidade
paz.
Simplesmente ser
vida que pulsa
transborda
escorre pela pele.
Riso escancarado
rosto sem máscara
Leve, livre
Solta no tempo e no espaço
Esboço de um música
ainda não cantada
Pura poesia
Folhas secas
murmurando ao vento...
Se desaponto, lamento
pertenço a mim
antes de ti.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Chegada



Esqueci-me da sua partida
Quando te vi chegar
Cabelo em desalinho
Malas na mão
Sorriso no rosto
Abraços
Beijos
Felicidade