sábado, 26 de outubro de 2013

Carta para Guilherme - "apaixonar-se é um exercício de jardinagem"

 
No texto apaixone-se você diz que o "apaixonar-se é um exercício de jardinagem", ou seja, cuidado, paciência, devoção e determinação, que no final terá a recompensa da felicidade. Por essas e outras razões as pessoas não se apaixonam. Vivemos uma individualidade assombrosa. Não temos tempo nem de nos olhar, muito menos de olhar para o outro. A pressa nos leva a suerficialidade. Tudo é volátil, efêmero. Não se prepara o terreno, joga-se a semente e deixa a mercê das pragas. É inevitável a devastação. Não há mais jardim e sim descampado. Não há mais paixão, sentimento,  e  sim,  emoções fulgazes.
É certo que o apaixonar-se transforma a vida, faz de um dia chuvoso uma primavera, mas as pessoas estão distantes, não se permitem conhecer, criam muralhas invisíveis e adotam máscaras de proteção, ficando depois na solidão.
Virar a esquina e dar de cara com a nossa outra metade é  o que  buscamos,  mas que infelizmente nem sempre encontramos, enquanto não acontece vamos por ai, tentando.
Um grande abraço,


Adeilde

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