No texto apaixone-se você diz que o
"apaixonar-se é um exercício de jardinagem", ou seja, cuidado, paciência,
devoção e determinação, que no final terá a recompensa da felicidade. Por essas
e outras razões as pessoas não se apaixonam. Vivemos uma individualidade
assombrosa. Não temos tempo nem de nos olhar, muito menos de olhar para o
outro. A pressa nos leva a suerficialidade. Tudo é volátil, efêmero. Não se
prepara o terreno, joga-se a semente e deixa a mercê das pragas. É inevitável a
devastação. Não há mais jardim e sim descampado. Não há mais paixão,
sentimento, e sim, emoções fulgazes.
É certo que o apaixonar-se transforma
a vida, faz de um dia chuvoso uma primavera, mas as pessoas estão distantes,
não se permitem conhecer, criam muralhas invisíveis e adotam máscaras de
proteção, ficando depois na solidão.
Virar a esquina e dar de cara com a
nossa outra metade é o que
buscamos, mas que infelizmente nem
sempre encontramos, enquanto não acontece vamos por ai, tentando.
Um grande abraço,
Adeilde
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